Ansiedade no trabalho: como identificar gatilhos no dia a dia

Pessoa sentada à mesa segura o celular na testa e analisa um documento ao lado do notebook, sugerindo preocupação.

O ambiente de trabalho, para muitos, é um lugar de desafios, crescimento e realização. Mas, para um número crescente de pessoas, ele também se tornou um terreno fértil para a ansiedade no trabalho. Aquela sensação de nervosismo antes de uma reunião, a tensão com prazos apertados ou a dificuldade de desligar a cabeça depois do expediente são experiências comuns. No entanto, quando esses sentimentos se tornam persistentes, intensos e começam a atrapalhar sua vida, é um sinal de que algo precisa ser olhado com mais atenção.

Ninguém precisa carregar esse peso sozinho. Entender o que acontece com você e saber que existem formas de lidar com isso é o primeiro passo para o alívio. Para nos guiar nesse assunto tão importante, consultamos a Dra. Priscila Ruwer, médica psiquiatra em Curitiba, que nos ajudou a compilar as informações mais relevantes. 

O objetivo deste texto é ajudar você a reconhecer os gatilhos da ansiedade, aprender técnicas rápidas para os momentos de pico e, principalmente, descobrir como buscar apoio sem sentir culpa ou vergonha. Afinal, cuidar da sua saúde mental é uma prioridade.

O que você precisa saber agora sobre ansiedade no trabalho

É normal sentir uma pontinha de ansiedade de vez em quando. Mas quando essa sensação se torna uma constante, especialmente ligada ao seu ambiente profissional, é hora de acender um alerta. A ansiedade no trabalho não é frescura, e o impacto dela pode ser bastante real na sua produtividade, no seu bem-estar e até nas suas relações.

A ansiedade se manifesta de várias formas, e reconhecer os primeiros sinais é fundamental para evitar que a situação se agrave. Pense nela como um sistema de alarme: ele está te avisando que algo precisa de atenção. Não é para assustar, mas para te convidar a um olhar mais cuidadoso para si mesmo.

Sinais mais comuns de que a ansiedade está pegando:

  • Tensão e nervosismo: uma sensação constante de estar no limite.
  • Dificuldade de relaxar: mesmo fora do trabalho, a mente continua acelerada.
  • Problemas de sono: dificuldade para pegar no sono, acordar várias vezes.
  • Dificuldade de concentração: parece que a mente está sempre “voando”.
  • Irritabilidade: pequenas coisas começam a te tirar do sério.
  • Sintomas físicos: coração acelerado, suor excessivo, tremor, aperto no peito.

É importante lembrar que este conteúdo é informativo. Ele serve para te ajudar a identificar padrões e buscar apoio, mas não substitui uma avaliação ou o diagnóstico de um profissional de saúde. Se você se identifica com muitos desses sinais e sente que a ansiedade no trabalho está prejudicando sua vida, buscar ajuda especializada é o melhor caminho.

Quais sinais aparecem quando a ansiedade encosta no expediente

A ansiedade no trabalho pode ser bastante sorrateira. Ela começa com pequenos incômodos e, se não for observada, pode se transformar em um quadro mais difícil de lidar. Ficar de olho nesses sinais, que se manifestam no corpo, na mente e no comportamento, é o seu primeiro passo para o autocuidado.

Sinais no corpo que muita gente ignora

Nosso corpo é um mensageiro fiel. Muitas vezes, ele tenta nos avisar que algo não vai bem antes mesmo de a nossa mente processar. No contexto da ansiedade no trabalho, esses sinais físicos podem incluir palpitações no coração, um suor que surge de repente, mesmo em ambientes climatizados, ou até um tremor leve nas mãos. Algumas pessoas sentem um aperto no peito ou uma sensação de falta de ar, como se não conseguissem puxar o ar profundamente. Dores de cabeça frequentes, tensão muscular, principalmente nos ombros e pescoço, e problemas digestivos (como dor de estômago ou intestino preso/solto) também são comuns. Ignorar esses avisos é um erro que pode custar caro a longo prazo.

Sinais na cabeça e no foco

A ansiedade no trabalho também afeta diretamente nossa capacidade cognitiva. Um dos sinais mais evidentes é a dificuldade de concentração. Parece que a mente divaga facilmente, e manter o foco em uma tarefa por mais tempo se torna uma missão quase impossível. Você pode se pegar relendo e-mails várias vezes, esquecendo compromissos ou tendo dificuldade em tomar decisões, mesmo as mais simples. A preocupação persistente e difícil de controlar é outra característica, com pensamentos que ficam “ruminando” na cabeça, dificultando o relaxamento e o sono. Essa ruminação é exaustiva e impede que a mente descanse.

Sinais no comportamento

Além do que sentimos por dentro, a ansiedade se reflete em como agimos. Você pode notar que está mais irritadiço do que o normal, reagindo de forma mais brusca a comentários ou situações que antes não te afetariam. A dificuldade de relaxar pode levar a uma busca por mais estímulos, como ficar horas nas redes sociais ou não conseguir parar de pensar no trabalho mesmo em momentos de lazer. Alguns podem começar a evitar situações, como reuniões ou interações sociais com colegas, para não se expor ou sentir o desconforto da ansiedade. Outros podem se tornar perfeccionistas em excesso, gastando energia demais em pequenos detalhes, com medo de falhar.

Gatilhos comuns da ansiedade no trabalho que passam despercebidos

A ansiedade no trabalho raramente surge do nada. Ela é, muitas vezes, uma resposta a padrões e situações que se repetem no dia a dia. Identificar esses gatilhos é um passo crucial para gerenciar a ansiedade de forma mais eficaz e evitar que ela domine sua rotina profissional.

Gatilhos ligados a demanda e tempo

Prazos apertados são, talvez, um dos gatilhos mais óbvios. A constante pressão para entregar resultados em tempo recorde pode gerar uma sensação de urgência que se torna crônica. O excesso de demanda, com mais tarefas do que o tempo e a energia permitem, é outro fator. Quando não há uma prioridade clara, e tudo parece “para ontem”, a mente fica sobrecarregada, tentando abraçar o mundo e falhando miseravelmente. Essa incerteza sobre o que é mais importante consome uma energia mental gigantesca e alimenta a ansiedade no trabalho.

Gatilhos ligados a relações e exposição

O ambiente de trabalho é feito de pessoas, e as interações podem ser uma fonte significativa de ansiedade. Conflitos com colegas ou chefes, mesmo os mais sutis, podem ser um gatilho. O medo de julgamento em apresentações, reuniões ou até na hora de expressar uma opinião pode fazer com que a ansiedade dispare. A exposição constante em reuniões ou eventos, onde você sente que está sendo avaliado, também pode gerar um grande desconforto. Há quem sinta ansiedade só de pensar em interagir em grupos maiores.

Gatilhos ligados a controle e perfeccionismo

Para muitas pessoas, a busca por ter tudo sob controle e a autocobrança alta são grandes alimentadores da ansiedade no trabalho. A necessidade de que tudo seja perfeito, de não cometer erros, pode levar a um ciclo exaustivo. Você pode gastar horas a mais em uma tarefa já finalizada, revisando incansavelmente, por medo de que algo esteja errado. A sensação de que precisa supervisionar cada detalhe ou de que só você consegue fazer algo com a qualidade desejada gera uma carga mental que é difícil de sustentar.

Gatilhos ligados ao ambiente e ao digital

O próprio ambiente físico de trabalho ou a forma como nos comunicamos digitalmente podem ser gatilhos. Um ambiente ruidoso, com muitas interrupções, ou um espaço de trabalho desorganizado pode contribuir para a ansiedade. E, no mundo digital, as mensagens fora do horário de expediente, e a expectativa de que você esteja disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana, borram os limites entre vida pessoal e profissional, alimentando a sensação de que você nunca consegue realmente “desligar”. Essa conectividade constante, embora útil, pode se tornar uma armadilha para a ansiedade no trabalho.

Como identificar seus gatilhos sem transformar isso em um peso a mais

Identificar seus gatilhos não precisa ser mais uma tarefa exaustiva na sua lista. A ideia é fazer isso de uma forma leve, quase como um detetive de si mesmo, para juntar informações e entender melhor como a ansiedade no trabalho se manifesta em você.

Um mapa simples de 7 dias

Pegue um caderno pequeno ou use um aplicativo de notas no seu celular. Durante sete dias, anote rapidamente os momentos em que você sentiu a ansiedade aumentar. Não precisa ser algo superdetalhado, apenas um registro rápido. Para cada episódio, anote:

  • A situação: Onde você estava? Quem estava com você? O que estava acontecendo?
  • Pensamento automático: O que passou pela sua cabeça naquele momento?
  • Sensação no corpo: O que você sentiu fisicamente? (coração acelerado, tremor, aperto no peito, etc.)
  • Ação: O que você fez (ou quis fazer)? (evitar, travar, discutir, trabalhar mais, etc.)
  • Consequência: Como você se sentiu depois? (culpa, piora do sono, ruminação, etc.)

Não se preocupe em analisar; apenas registre. O objetivo é criar um “mapa” para visualizar os padrões da sua ansiedade no trabalho.

O que procurar nesse mapa

Depois de uma semana, olhe para suas anotações. Você vai começar a notar que alguns padrões se repetem.

  • Existe um horário do dia em que a ansiedade é mais forte?
  • Há pessoas ou tipos de reunião específicos que te deixam mais nervoso?
  • Algum tipo de tarefa ou prazo sempre dispara o seu nervosismo?
  • Você sempre tem os mesmos pensamentos automáticos?
  • As sensações físicas são parecidas?
  • Como você geralmente reage, e isso te ajuda ou atrapalha a longo prazo?

Essas são as perguntas-chave que o seu “mapa” vai te ajudar a responder. Eles são os seus gatilhos pessoais da ansiedade no trabalho.

O ponto-chave: culpa vira dado

Muitas vezes, quando notamos que estamos ansiosos ou reagindo de formas que não gostamos, a culpa aparece. “Eu deveria ser mais forte”, “Não posso sentir isso”, “Estou falhando”. É importante transformar essa culpa em informação. Em vez de se julgar, pense: “Isso é um dado.” Se o “mapa” mostra que você sempre se sente culpado depois de trabalhar até tarde, use essa informação para repensar seus limites, não para se punir. A culpa nos paralisa; o dado nos permite agir e encontrar soluções para a ansiedade no trabalho.

O que fazer quando a ansiedade sobe no meio do trabalho

A ansiedade no trabalho pode chegar de repente, no meio de um projeto, uma reunião ou até na hora do almoço. Nesses momentos, o importante é ter algumas técnicas rápidas para baixar a intensidade e retomar o controle.

Para baixar a intensidade em 2–5 minutos

Quando a ansiedade começa a escalar, uma das coisas mais eficazes é voltar o foco para o presente. Você pode usar a técnica 5-4-3-2-1 para aterrar. Olhe ao seu redor e identifique:

  • 5 coisas que você vê: um objeto na sua mesa, a cor da parede, uma planta.
  • 4 coisas que você sente (toque): o toque da sua roupa na pele, a mesa sob suas mãos, a temperatura do ar.
  • 3 coisas que você ouve: o som do teclado, uma conversa distante, sua própria respiração.
  • 2 cheiros: o cheiro do seu café, do seu perfume ou do ambiente.
  • 1 gosto: o gosto na sua boca, um chiclete, ou a água que você toma.

Outra técnica rápida é a respiração guiada. Inspire lentamente pelo nariz, conte até 4. Segure o ar por 2 segundos. Expire lentamente pela boca, contando até 6. Repita por alguns minutos. Essas pausas curtas podem parecer pouco, mas são muito poderosas para desarmar a escalada da ansiedade.

Para evitar o “efeito bola de neve” depois de um erro

Erros acontecem. E, para quem sente ansiedade no trabalho, um erro pode desencadear uma cascata de pensamentos negativos, ruminação e autocobrança. Para evitar o “efeito bola de neve”, não se isole no seu erro. Se for possível, corrija-o imediatamente. Se não, comunique o erro a quem precisa saber de forma objetiva, sem se desculpar demais. Depois, faça uma pausa curta para as técnicas de respiração ou aterramento que mencionamos. Lembre-se: um erro é uma informação, não um atestado de incompetência. Olhe para ele como uma oportunidade de aprendizado.

Para reuniões e conversas que dão medo

Se reuniões ou conversas importantes são gatilhos para sua ansiedade no trabalho, prepare-se. Anote os pontos principais que você quer abordar ou perguntar. Se for apresentar algo, pratique um pouco antes. Durante a reunião, sente-se em uma posição confortável e use a respiração como âncora. Se sentir a ansiedade subir, respire fundo discretamente. Lembre-se que você não precisa preencher todos os silêncios ou ter a resposta para tudo. Está tudo bem em pedir um tempo para pensar ou anotar antes de responder.

Como pedir apoio sem se sentir em dívida

Pedir ajuda pode parecer difícil, especialmente no ambiente profissional. O medo de ser visto como fraco ou menos capaz é um obstáculo real. Mas a verdade é que pedir apoio de forma objetiva e construtiva é um sinal de maturidade e autoconhecimento. É uma maneira de proteger sua produtividade e seu bem-estar.

Decidir com quem falar e quanto dizer

Nem todo mundo precisa saber de tudo. Pense com quem você se sente mais confortável para conversar: pode ser um gestor direto, alguém do RH, um colega de confiança ou até um mentor. Você não precisa detalhar sua vida pessoal ou dar um diagnóstico. O foco deve ser no impacto que a ansiedade no trabalho está causando no seu desempenho ou na sua rotina. Por exemplo, você pode dizer: “Tenho tido dificuldade para me concentrar em certas tarefas”, ou “Percebi que estou mais irritado com algumas demandas e isso me preocupa”.

Pedidos objetivos que costumam funcionar melhor

Ao pedir apoio, seja o mais objetivo possível. Em vez de dizer “Estou muito ansioso e não aguento mais”, tente algo como:

  • “Gostaria de alinhar as prioridades para a próxima semana, pois sinto que a carga atual está muito alta.”
  • “Seria possível ajustarmos os prazos do projeto X? Sinto que preciso de um pouco mais de tempo para entregar com a qualidade desejada.”
  • “Podemos combinar janelas sem mensagens/e-mails após o expediente, para que eu possa me desconectar e voltar com mais energia?”
  • “Preciso de ajuda para dividir a entrega Y. Há alguém na equipe que possa assumir parte dela?”
  • “Gostaria de criar algumas pausas curtas ao longo do dia para manter meu foco e bem-estar.”

Pedidos objetivos focam no trabalho e oferecem soluções, tornando mais fácil para a outra pessoa te ajudar.

Como começar a conversa (modelos de frase)

Iniciar a conversa é muitas vezes a parte mais difícil. Tente frases que abram espaço para o diálogo, como:

  • “Eu queria conversar sobre a minha carga de trabalho nos últimos tempos. Tenho sentido um impacto no meu foco.”
  • “Percebi que estou com dificuldade em gerenciar meu tempo com as atuais demandas, e gostaria de sua orientação para priorizar.”
  • “Estou procurando formas de melhorar minha produtividade e bem-estar, e queria discutir algumas ideias sobre como podemos organizar as tarefas.”
  • “Sinto que tenho recebido muitas solicitações fora do horário e isso tem afetado meu descanso. Existe alguma forma de otimizar essa comunicação?”

Começar com uma preocupação ou uma observação sobre o trabalho torna a conversa mais profissional e menos pessoal, o que pode aliviar a pressão da ansiedade no trabalho.

Quando buscar ajuda profissional e que tipo de apoio faz sentido

Mesmo com todas as estratégias de autocuidado e o apoio no trabalho, pode chegar um momento em que a ansiedade no trabalho se torna intensa demais para ser gerenciada sozinho. Nessas horas, buscar ajuda profissional não é um sinal de fraqueza, mas de coragem e sabedoria.

Psicoterapia: para entender padrões e construir ferramentas

A psicoterapia, especialmente abordagens como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), é uma ferramenta muito eficaz para lidar com a ansiedade. Um psicólogo pode te ajudar a identificar os padrões de pensamento e comportamento que alimentam sua ansiedade, ensinando novas formas de reagir a gatilhos. Você aprende a questionar pensamentos automáticos, a desenvolver habilidades de enfrentamento e a construir estratégias saudáveis para lidar com o estresse e a ansiedade no trabalho. É um espaço seguro para falar abertamente sobre suas dificuldades e desenvolver autoconhecimento.

Psiquiatria: quando sintomas estão intensos ou persistentes

Se os sintomas de ansiedade são muito intensos, persistentes, ou se estão afetando significativamente seu sono, apetite e funcionamento diário, a avaliação de um médico psiquiatra pode ser fundamental. O psiquiatra, como médico, pode fazer um diagnóstico, descartar outras condições e, se for o caso, indicar o uso de medicação para ajudar a controlar os sintomas mais severos. Em muitos casos, a combinação de psicoterapia com medicação oferece os melhores resultados. A Dra. Priscila Ruwer, médica psiquiatra em Curitiba, é uma das profissionais que podem oferecer esse tipo de avaliação e suporte, ajudando a traçar um plano de tratamento adequado para a ansiedade no trabalho.

Se a grana estiver curta, por onde começar no Brasil

Cuidar da saúde mental não precisa ser um luxo. No Brasil, existem algumas opções para buscar apoio mesmo com recursos limitados.

  • Telefone 188 (CVV): O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional gratuito e sigiloso 24 horas por dia, por telefone, e-mail e chat. É um excelente primeiro passo para desabafar e receber acolhimento em momentos de sofrimento intenso ou crise.
  • UBS e CAPS: O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento em saúde mental. Você pode começar procurando uma Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da sua casa. Lá, você pode ser orientado e, se necessário, encaminhado para um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), que oferece tratamento e cuidado a pessoas com transtornos mentais, incluindo a ansiedade no trabalho.

Como reduzir a culpa e manter o cuidado ao longo das semanas

Lidar com a ansiedade no trabalho é um processo contínuo. Não espere uma solução mágica. O segredo está em incorporar pequenas atitudes de autocuidado na sua rotina e, acima de tudo, em se livrar da culpa que muitas vezes acompanha a ansiedade.

Limites que protegem energia

Aprenda a dizer “não”. Não para o seu trabalho, mas para o excesso. Estabeleça horários para começar e terminar o expediente, e tente respeitá-los ao máximo. Evite checar e-mails e mensagens de trabalho fora desses horários. Seja realista sobre o que você consegue entregar. Lembrar que seu tempo e energia são limitados não é ser menos competente, é ser inteligente. Esses limites são como barreiras que protegem sua energia mental e física da ansiedade no trabalho.

Rotinas pequenas que dão lastro

Você não precisa mudar sua vida inteira de uma vez. Comece com pequenas rotinas que te ajudem a descompressão. Pode ser 10 minutos de caminhada depois do almoço, ouvir sua música favorita antes de começar a trabalhar, ler algumas páginas de um livro que te agrade antes de dormir, ou fazer alguns exercícios de respiração para ansiedade ao acordar. Essas pequenas rotinas criam um “lastro”, uma base de estabilidade que ajuda a amortecer os impactos do estresse diário.

Sinais de que você está melhorando

Observe e celebre as pequenas vitórias. Sinais de melhora podem incluir:

  • Conseguir dormir melhor.
  • Sentir menos irritação no dia a dia.
  • Ter mais facilidade para se concentrar.
  • Perceber que a preocupação não dura o dia todo.
  • Sentir mais prazer em atividades que antes pareciam sem graça.
  • Conseguir dizer “não” a um pedido que sobrecarregaria você.

A melhora pode não ser linear, e haverá dias melhores e piores. O importante é a direção geral. Cada passo conta na jornada de lidar com a ansiedade no trabalho.

Perguntas frequentes sobre ansiedade no trabalho

É natural ter muitas dúvidas sobre como a ansiedade no trabalho se manifesta e como lidar com ela. Aqui estão algumas das mais comuns.

“Tenho muita tensão e nervosismo. Isso é ansiedade no trabalho?”

Tensão e nervosismo frequentes, especialmente ligados a situações do trabalho, como prazos ou interações com colegas, são fortes indicadores de ansiedade no trabalho. Se essas sensações são difíceis de controlar e interferem no seu dia a dia, vale a pena investigar mais a fundo.

“Me sinto exausto e sem energia mesmo depois de dormir. Pode ser ansiedade no trabalho?”

Sim, a exaustão e a sensação de falta de energia, mesmo após o descanso, são sintomas comuns. A ansiedade pode ser tão desgastante quanto um esforço físico intenso, mantendo o corpo e a mente em estado de alerta constante, o que impede um descanso reparador e contribui para a ansiedade no trabalho.

“Sempre me preocupo muito com o que os outros pensam do meu trabalho. Isso é normal?”

É normal se importar com a opinião dos outros. Mas se essa preocupação se torna excessiva, paralisa você, ou leva a uma autocobrança exaustiva, pode ser um sinal de que a ansiedade está agindo. O medo do julgamento é um gatilho comum da ansiedade no trabalho.

“Como posso melhorar minha concentração se minha mente está sempre cheia de preocupações?”

A dificuldade de concentração é um sintoma clássico. Experimente as técnicas rápidas de aterramento e respiração. Tente fazer pausas curtas e regulares, e divida tarefas grandes em pedaços menores para facilitar o foco. Lembre-se, treinar a concentração é como um exercício: leva tempo e prática.

“Eu fico muito irritado com pequenas coisas no trabalho. É ansiedade?”

A irritabilidade é um sinal comum de que a ansiedade está alta. Quando estamos sobrecarregados e sob pressão, nossa tolerância a pequenos problemas diminui. Se você percebe que reage de forma desproporcional a situações que antes não te afetariam, pode ser um reflexo da ansiedade no trabalho.

Um próximo passo que caiba no seu dia

Entender sobre a ansiedade no trabalho é o primeiro grande passo. Mas o conhecimento só se transforma em mudança quando é aplicado. Que tal escolher uma dessas ações para começar hoje?

  1. Comece seu mapa de gatilhos: Use o método de 7 dias e registre um episódio de ansiedade. Não precisa ser perfeito, apenas comece.
  2. Experimente uma técnica curta: Na próxima vez que sentir a ansiedade subir, faça 2 minutos de respiração guiada ou a técnica 5-4-3-2-1. Sinta a diferença.
  3. Faça um pedido objetivo: Pense em uma forma simples de pedir apoio sobre uma demanda no trabalho, focando no objetivo e na solução.

Lembre-se, cuidar da sua saúde mental é um investimento em você e na sua qualidade de vida. Não hesite em buscar apoio se a ansiedade se tornar persistente ou intensa. Se você está sofrendo muito, não deixe para depois: busque uma avaliação profissional.

Para mais artigos sobre saúde e bem-estar, explore a nossa categoria “Saúde e Bem Estar” aqui na Revista Agitório. Compartilhe este texto com quem você acha que pode se beneficiar e deixe seu comentário. Sua experiência pode ajudar outras pessoas.

Raquel Moriconi

Raquel Moriconi

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